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A minha paixão pelos cães
creio que já nasceu comigo. Não havia rafeirinho, por muito
sujo e pulguento, que eu não achasse lindo e quisesse levar
para casa; os Boxers surgiram um pouco mais tarde na minha
vida mas vieram para ficar, definitivamente.
Em Junho de 1996 fomos buscar
a
Elsa (Dina Velos D’Allagoa). A Elsa é a melhor cadela do
mundo (tal como as nossas outras cadelas e estou certa que
as vossas também) e apesar de possuir alguns defeitos
morfológicos, de acordo com o estalão, descende de uma boa
linha de sangue, e uma boa base genética é essencial para
quem quer enveredar pelo difícil, dispendioso, cansativo e,
por vezes desesperante mas também mágico e extremamente
gratificante mundo da criação. A Alpha, fruto desse cruzamento, foi a primeira cadela, com o nosso afixo, a ficar connosco. E assim começaram os Boxers do Casal de S.Francisco. A seguir à Alpha veio a Beatriz, a Chanel, a Camila, a Callas, a Havana, a Hanna e a Hiroshima falando só dos exemplares que ficaram em nossa casa. O Zen (Nick de Alfeu) é o macho lá de casa (estamos, obviamente, a falar só de cães, não quero ferir susceptibilidades a ninguém) e juntou-se à família em Dezembro de 2000. Com o Zen conseguimos obter um bom macho, bonito, com um carácter fortíssimo e uma excelente base genética, o qual já nos deu muitas alegrias, tanto pelos seus resultados em ringue, como pelas meninas e meninos lindos que, com a sua prestimosa colaboração, vieram a este mundo. Mas, ainda mais importante do que isso, foi o facto de termos encontrado nos responsáveis pelos Boxers’ de Alfeu verdadeiros amigos sempre dispostos a ajudar, com os quais muito temos aprendido e, sem cujo apoio tudo teria sido e continuaria a ser muito mais difícil. Bem hajam! Tenho também de agradecer a todos os que me têm ajudado nesta minha paixão, de veterinários a amigos, com especial destaque para a minha amiga Graça por ter apadrinhado os meus cães todos, os meus amigos Júlio Silva e Ana Isabel, que me aturam pacientemente (apesar da minha paixão serem os Boxers e não os Pastores Alemães ou os Cães de Água Portugueses) e sem cuja ajuda e ensinamentos nunca teria feito o ZTP com a Hiroshima, nem me atreveria a tentar continuar a treinar os meus cães em trabalho desportivo e, obviamente a minha família e, em especial o Tiago que, apesar do mau humor quando é arrancado da cama de madrugada para irmos para as exposições, tem sido um bom ajudante e tem demonstrado um empenho e um gosto crescentes por esta actividade. De facto, numa família onde há muito mais cães do que pessoas e onde muitas (talvez até a maioria) das decisões são tomadas em função do que é melhor para os cães, a vida nem sempre é fácil mas, acreditem, nunca é enfadonha! Os Boxers do Casal de S. Francisco são o resultado de um grande amor pelos cães em geral e de uma rendição incondicional a esta raça incomparável – o BOXER. |